Este projeto tem o intuito de produzir e comercializar o um livreto¹ e um cd duplo² com os sonetos, destinando toda a renda³ para a Liga Norte-Rio-Grandence Contra o Câncer - www.liga.org.br/ .
1. livreto com os sete sonetos.
a. Título do livreto: Os Sete Sonetos.
b. Contendo sete elegias e ilustrações relacionadas.
2. Um cd duplo sendo que um dos discos será gravado por um projeto de rock/heavy metal/funeral doom chamado Funesto (Cantado em português). E o outro cd será gravado os sonetos narrados somente.
a. Título do cd duplo: Os Sete Sonetos.
b. Encarte com os sonetos e ilustrações.
3. Renda: Parte da renda líquida do livreto vai para LIGA e parte via patrocinar o cd duplo, ou seja, o livreto tem como maior intuito de servir de alavanca para o cd duplo.
Poese - Os Sete Sonetos
segunda-feira, maio 08, 2006
domingo, maio 07, 2006
Soneto Primeiro
Por que todos estão tão distantes de mim?
Não consigo tocar em meus brinquedos
Parem este choro há anjos perto de mim
Consigo a eles sentir em meus dedos
Não sinto mais a dor que corta o peito
Vejo tanta luz e é tudo tão gostoso
E por que todos estão com esse jeito?
Parece que eu fiz algo pavoroso
Eu sempre disse que poderia voar
Agora olhem todos, eu vou lhes provar...
Meus pés não estão no chão eu posso voar
A vovó esta na luz e posso abraçar
Todos eles vieram aqui me buscar
Agora e sempre eu não irei chorar
Não consigo tocar em meus brinquedos
Parem este choro há anjos perto de mim
Consigo a eles sentir em meus dedos
Não sinto mais a dor que corta o peito
Vejo tanta luz e é tudo tão gostoso
E por que todos estão com esse jeito?
Parece que eu fiz algo pavoroso
Eu sempre disse que poderia voar
Agora olhem todos, eu vou lhes provar...
Meus pés não estão no chão eu posso voar
A vovó esta na luz e posso abraçar
Todos eles vieram aqui me buscar
Agora e sempre eu não irei chorar
Soneto Segundo
É injusto não telo em meus braços
O que faço por meus sonhos perdidos?
Qual o valor das lágrimas neste caso?
Não compensa o que tenha sofrido
Imagino o rosto que nunca vi
Entre os brinquedos em um quarto
Travessuras e sorrisos pra mim
Álbuns de fotos e porta-retratos
Eu sentia sua vida dentro de mim
Chorou o seu pai ao saber de você
Sabia que era meu desejo sem fim
Como posso na injúria acreditar
Que é um direito civilizado
De um ventre a vida arrancar, matar.
O que faço por meus sonhos perdidos?
Qual o valor das lágrimas neste caso?
Não compensa o que tenha sofrido
Imagino o rosto que nunca vi
Entre os brinquedos em um quarto
Travessuras e sorrisos pra mim
Álbuns de fotos e porta-retratos
Eu sentia sua vida dentro de mim
Chorou o seu pai ao saber de você
Sabia que era meu desejo sem fim
Como posso na injúria acreditar
Que é um direito civilizado
De um ventre a vida arrancar, matar.
Soneto Quarto
Tormenta, tragédia, este é meu dia
Lágrimas, desespero, não há apatia
Recolho os sonhos sobre compaixão
Solto minha angustia em aversão
O sangue que corre em minhas mãos
Jorrando da nascente em emoção
Da duvida que tive em outros dias
Sanidade se esvai em alegria
Que meu ato seja respeitado
Não é uma sombra de covardia
Pois não ei de morrer nem neste dia
Jamais rezem por minha decisão
Em vez de chorar toquem minha canção
Veias vazias, jamais o coração
Lágrimas, desespero, não há apatia
Recolho os sonhos sobre compaixão
Solto minha angustia em aversão
O sangue que corre em minhas mãos
Jorrando da nascente em emoção
Da duvida que tive em outros dias
Sanidade se esvai em alegria
Que meu ato seja respeitado
Não é uma sombra de covardia
Pois não ei de morrer nem neste dia
Jamais rezem por minha decisão
Em vez de chorar toquem minha canção
Veias vazias, jamais o coração
Soneto Quinto
Há maior prova que o sacrifício?
Poderia negar e de amor chamar?
Com um beijo cairia no abismo
Ao dar o coração voltaria a amar
Palpita minha vida em seu peito
Pobre sofrido encontrou seu lugar
No peito da mãe do filho meu
Que o nascer eu não poderia negar
Sangue de dois transforma-se em um só
Não há laço em vida menor que o nó
Não há vida em meu corpo só há o pó
Seria uma pitada de pó ao vento
Seria um simples suicídio enfim
Mas é a alegria da vida – o alento
Poderia negar e de amor chamar?
Com um beijo cairia no abismo
Ao dar o coração voltaria a amar
Palpita minha vida em seu peito
Pobre sofrido encontrou seu lugar
No peito da mãe do filho meu
Que o nascer eu não poderia negar
Sangue de dois transforma-se em um só
Não há laço em vida menor que o nó
Não há vida em meu corpo só há o pó
Seria uma pitada de pó ao vento
Seria um simples suicídio enfim
Mas é a alegria da vida – o alento
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