domingo, maio 07, 2006

Soneto Segundo

É injusto não telo em meus braços
O que faço por meus sonhos perdidos?
Qual o valor das lágrimas neste caso?
Não compensa o que tenha sofrido

Imagino o rosto que nunca vi
Entre os brinquedos em um quarto
Travessuras e sorrisos pra mim
Álbuns de fotos e porta-retratos

Eu sentia sua vida dentro de mim
Chorou o seu pai ao saber de você
Sabia que era meu desejo sem fim

Como posso na injúria acreditar
Que é um direito civilizado
De um ventre a vida arrancar, matar.

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